União Cristã Evangélica

de Militares e Servidores Civis

em Segurança Pública no Estado de Goiás

Sou salvo, e agora ?

Sou salvo, e agora ?

Somos salvos pela fé em Jesus Cristo. Pela maravilhosa graça de Deus nos alegramos porque nós temos a fé que salva e teremos uma vida sem fim junto ao nosso Criador e Pai. Fazemos parte do Corpo de Cristo e estamos empenhados em dar sempre bom testemunho do Senhor, vivendo com correção de atitudes em todo tempo. Porém, nos perguntamos: “Para quê o Senhor me chamou? Qual o objetivo prático da minha salvação neste mundo? Sei que estarei com o Senhor por toda a eternidade, mas e agora, o que fazer? Cruzar os braços e olhar para cima, aguardando a volta do Senhor? O que fazer além de freqüentar os cultos, os pequenos grupos e as reuniões de oração?”
Na Bíblia, temos base suficiente para acreditar que ser Igreja do Senhor Jesus, nesta terra, abrange as seguintes atividades: Comunhão, Louvor/Adoração e Serviço.
Sabemos que a prática da comunhão permanente com Deus e com os irmãos, da adoração ao Senhor, pelo que Ele é, e do louvor ao Senhor, por tudo que Ele nos tem concedido, são fundamentais para a manutenção da Igreja de Cristo. Contudo, a Bíblia nos revela que a finalidade principal da nossa salvação, neste mundo, não é a comunhão e nem o louvor mas sim o Serviço. Somos salvos para realizar as obras de Deus. Não me refiro à obrigatoriedade de alguma obra necessária para que o crente seja amado, perdoado, ou salvo por Deus. Isso já aconteceu quando ele realmente creu, se entregou e seguiu o Senhor Jesus.
Este “serviço” é a conseqüência prática da sua fé. No Livro de Tiago, entendemos que o que fazemos para Deus demonstra a fé que temos nEle. Também o apóstolo Paulo, na sua carta aos Efésios, diz que o crente em Jesus Cristo é alguém que foi escolhido, amado, chamado, redimido, separado e capacitado por Deus para a prática de boas obras neste mundo. Ser santo significa ser santificado pela fé e separado para o serviço de Deus. Não servimos buscando a salvação (como fazem os espíritas e outros), mas vivemos com a certeza de que somos salvos pela fé em Cristo e somos salvos para servir.
A primeira grande obra do diabo é afastar o ser humano de Jesus Cristo. Porém quando a pessoa já possui uma fé firme e irrevogável na Palavra e na Salvação em Jesus, então o diabo passa a executar seu plano B: afastar o crente de realizar as obras de Deus, isto é, fazer com que o crente se esqueça que Deus tem um plano e um ministério para sua vida mediante os dons que Ele lhe concedeu.
As estatísticas nos mostram que, infelizmente, a maioria da população evangélica apenas assiste e aplaude, ou critica, o trabalho cristão que a minoria realiza nas igrejas ou fora delas. Somente, cerca de 10% dos evangélicos (tradicionais, pentecostais, neo-pentecostais, etc.) conhece e exerce seus dons para Deus.
O serviço faz parte dos planos de Deus para a sua Igreja e para isso Ele concedeu a cada homem e mulher que Ele santificou, pelo menos um dom. A maior parte dos crentes, porém, não conhece seu(s) dom(ns) para servir a Deus, à igreja e ao próximo. O cristão que não utiliza o(s) dom(ns) que recebeu é, de alguma forma, incomodado por ele(s) e o sentimento é o de “estar faltando alguma coisa” porque o Espírito Santo o chama não apenas para ser salvo mas também para ser um(a) servo(a) de Deus.
Quando estivermos diante do Senhor de nada valerá as nossas desculpas: “mas eu não conhecia o meu dom” ou “eu não sabia qual era a vontade específica de Deus para a minha vida”. Ele conhece o nosso coração, as nossas fraquezas o e o nosso comodismo. E nós todos sabemos que “ninguém aprende a nadar se não se dispuser a entrar na água”. Ganharemos a salvação(Livro da Vida), mas não receberemos os preciosos galardões prometidos aos cristãos que se dedicam nas obras do Senhor (Livro das Obras). O serviço é a única atividade que faz a diferença entre o salvo e o servo.
Se a Igreja se reunisse para servir a Deus com seus dons e posses, tanto quanto se reúne para a comunhão e o louvor, seria uma Igreja mais obediente e, portanto, mais poderosa. Se cada um de nós, crente em Jesus, dedicasse, pelo menos, 10% do seu tempo para ajudar as pessoas deste mundo tão carente, estaríamos também pregando a salvação em Cristo Jesus. Imaginemos, por exemplo, uma igreja que abre suas portas para que os seus membros atendam aos necessitados da sua rua e bairro, usando cada um, gratuitamente, a capacitação que o Senhor lhe deu como médico, dentista, psicólogo, fisioterapeuta, massagista, advogado, engenheiro, professor, músico, cozinheiro, fotógrafo, pedreiro, marceneiro, eletricista, etc. Esse tipo de trabalho é uma pregação sem palavras que pode levar muitas pessoas a Cristo pela mensagem transmitida: “Jesus me ama, conhece todas as minhas necessidades e está me abençoando através desta igreja, eu preciso dÊle.”
Que cada um de nós, ao se sentir “incompleto,” possa se preocupar em responder para si mesmo as perguntas: Qual o meu dom? Se sou salvo para servir, então porque não sirvo?

Alexandre Fonseca de Melo