União Cristã Evangélica

de Militares e Servidores Civis

em Segurança Pública no Estado de Goiás

O Culto na Academia da Policia Militar

O Culto na Academia da Policia Militar

O Culto na Academia da Policia Militar

 

A Constituição Brasileira de 1988 criou mais confusão do que solução. Prova disto, é a penúria vivida pelo brasileiro comum desde que esta mal versada carta constitucional foi aprovada. Um exemplo claro da confusão criada está no artigo 19 que diz:

Art. 19. É vedado à União, aos Estados, ao Distrito Federal e aos Municípios: I – estabelecer cultos religiosos ou igrejas, subvencioná-los, embaraçar-lhes o funcionamento ou manter com eles ou seus representantes relações de dependência ou aliança, ressalvada, na forma da lei, a colaboração de interesse público;

Este artigo, como muitos outros, tinha o condão de estabelecer a proclamada laicidade do Estado Brasileiro e acabou por gerar uma grande distorção. A laicidade do Estado passou por causa da má redação de nossos legisladores, a ser confundida com ateísmo. O Brasil não é um país ateísta e, por isto mesmo, não está impedido de permitir e, de certa forma, até estimular a profissão de fé. O que está vedado ao Estado é adotar um credo religioso e torna-lo oficial, suprimindo todos os outros em prol de sua preferência, que significa a preferência de seu governante de momento.

O artigo 5º seria dispensável, se não houvesse a celeuma estabelecida pelo artigo 19. Daí que o artigo 5º preconiza:

Art. 5º Todos são iguais perante a lei, sem distinção de qualquer natureza, garantindo-se aos brasileiros e aos estrangeiros residentes no País a inviolabilidade do direito à vida, à liberdade, à igualdade, à segurança e à propriedade, nos termos seguintes: VI – é inviolável a liberdade de consciência e de crença, sendo assegurado o livre exercício dos cultos religiosos e garantida, na forma da lei, a proteção aos locais de culto e a suas liturgias;

Assim, fica o Estado Brasileiro impedido de adotar um credo religioso, mas, por outro lado, é sua obrigação assegurar o livre exercício de cultos religiosos. Isto significa que não há impedimento legal em o Estado, município ou mesmo a União, facilitar o exercício da fé, desde que o faça com igualdade de direitos.

Neste sentido, a Polícia Militar de Goiás dá Exemplo ao adotar, na Academia da Policia Militar, o momento religioso. Desta forma, toda sexta feira, entre 7:10 e 7:55h, os Policiais Militares daquela Unidade poderão frequentar os ambientes destinados ao seu culto religioso quais sejam, a missa na capela católica, o culto evangélico no auditório ou a reunião Espírita na biblioteca, ficando franqueado ainda outras manifestações religiosas.

A União dos Militares Evangélicos, particularmente representados pelo Coronel Avelar Lopes de Viveiros, tem patrocinado o encontro evangélico não denominacional. Ali, os alunos identificados com esta vertendo religiosa, têm se dedicado ao momento de adoração e apoio religiosos, permitindo o fortalecimento da fé e o congraçamento daqueles que professam esta crença.

A liberdade de manifestação religiosa serve de suporte aos integrantes de forças militares, concedendo-lhes o conforto Espiritual necessário para enfrentar as adversidades diárias, e aliviando o Estado dos estresses gerados ao permitir a seus integrantes militares o escape necessário que os reabilite aos conflitos manifestamente gerados pelos fatos diários.

Muitos haverão de dizer que tal conforto deve ser oferecido por profissionais de saúde, a exemplo dos psicólogos e até psiquiatras. É verdade que tais profissionais têm muito a oferecer. Mas o suporte religioso, sabiamente previsto na Constituição Federal, não tem o condão curativo destas atividades profissionais. Nossa ação é preventiva, além de atuar no caráter, ética e moral do profissional, de forma a preparar-lhe, antes dos acontecimentos, para suportar as agruras da profissão.

São muitos os benefícios de um momento religiosos nas Unidades Militares. Tanto que, como já dissemos, ele tem existido ao longo dos séculos e deles poderíamos falar por horas a fio. E de fato não são contrários às leis. Por isto, ovacionamos o Comando da Corporação e da APM que têm mantido este momento, de forma absolutamente legal e transparente, o que estimula os demais comandos a adotarem prática semelhante.

Concluímos esta manifestação convidando a todos os Policiais a visitarem, num momento ou outro, se não de forma perene, os eventos religiosos da Academia da Policia Militar. Nossos cultos ocorrem nas sextas feiras, no auditório da Unidade, entre 7:10 e 7:55h. Tudo isto para honra e glória do Senhor. Você será bem vindo. A UNICRISTRO, União dos Militares Evangélicos de Goiás conta com a sua participação.

 

 

Cel PM R/R Avelar Viveiros

Presbítero da Igreja batista Renascer-Goiânia

Membro da UNICRISTO