União Cristã Evangélica

de Militares e Servidores Civis

em Segurança Pública no Estado de Goiás

O Combate do clericalismo

O Combate do clericalismo

Texto base: At. 6:1-7
Propósito básico: Missionário
Propósito Específico: Levar os líderes a suscitarem o serviço em suas igrejas.
Foco: o serviço cristão
ICT: A palavra do Senhor foi valorizada pelos apóstolos ao mesmo tempo em que os discípulos do Senhor Jesus assumiram o serviço na igreja.
Tese: Quando a igreja toda trabalha o Espírito Santo continua agindo e a Palavra do Senhor é valorizada.

Introdução:

Estamos em tempos quando achamos muitos “crentes de banco” em nossas igrejas; muitos desanimados com o serviço religioso por que já desempenharam algo e não os satisfez ou mesmo por alguma frustração durante o exercício de alguma atividade. Poderia aqui abordar isso como o problema do abandono ministerial por pastores, mas o que quero manejar por enquanto é o serviço, mesmo aquele realizado pelo recém-convertido ou por um crente de mais de 20 anos. Quem deve motivá-los? Como fazer isso? O problema todos já sabem: o desânimo entre os crentes que tem ocasionado a centralização das tarefas nas mãos de poucos. Eu quero levar cada um aqui a suscitar o serviço em suas igrejas. Em seguida passo a relatar alguns caminhos a serem percorridos: (procurei achar respostas dessas questões em Atos. 6: 1-7 e eu quero ler com vocês) Eu acredito que –

1. Através da valorização da Palavra de Deus (v.2b)

  1. a. Os líderes (Pastores, Presbíteros, Diáconos e cabeças de Ministério) devem investir melhor seu tempo na Palavra. Irmãos, isso não é orgulho pastoral, mas observância à palavra. O Pastor serve também: ele faz visitas quando pode, aconselha, mas dentro das suas possibilidades. Olha só: “passaremos a eles essa tarefa e nos dedicaremos à oração e ao ministério da palavra” (v. 3c e 4)
  2. b. Os líderes podem encarar os problemas e distribuir funções de forma mais ordenada, restando-lhes somente uma análise final. Não estou me referindo aqui a uma visão gerencial e até mesmo empresarial, mas bíblica de encarar o que vem acontecendo em nossas igrejas. Ou negligenciaremos o fato de que um pastor deve preparar no mínimo 3 sermões semanais? É a realidade no Brasil conforme o que lemos de Jilton Moraes e vemos no dia-a-dia. (historinha) Água para o pastor, água para os membros dentro da igreja, recepção, olhar os carros lá fora (enquanto isso distribui uns panfletos evangelísticos pra quem está passando na porta), escalas envolvendo membros (poucos oficiais é estratégia). Isso é qualidade de vida dentro de nossas igrejas valorizando mais do que nunca a Palavra do nosso Deus.

2. Através do Espírito Santo (v. 3)

  1. a. Os líderes têm que identificar os homens e mulheres que têm bom testemunho, são cheios do Espírito e de sabedoria. Escolher os membros do Corpo de Cristo bem como incentivá-los para o serviço NA igreja (e não somente da igreja… pronto, converti, agora o serviço é da igreja e deixa pra lá, tô entregando o dízimo direitinho). Tem serviço na igreja que não precisa de dom, basta ter força pra levantar a perna, o braço, a cabeça e a voz (ô irmã, assim não dá). Aqui eu vejo mais que eu percebia antes, que o Espírito Santo capacita para o serviço na Igreja, para cuidar dos bens e do povo do Senhor. Esses serviços podem ser feitos por todos. É claro que tem gente que não gosta de ficar na recepção, então você coloca ele pra servir água para o pastor. Todos têm que estar envolvidos.
  2. b. Os líderes têm que motivar os membros do corpo de Cristo ou não foi isso que os apóstolos despertaram nos novos discípulos: “escolham entre vocês sete homens”. Os Apóstolos poderiam ter ido lá e dito: ei você, faça o favor, ou, você aí de túnica amarela também. Pelo contrário só disseram “escolham”. Aqui eles mostram a todos os recém chegados ao Reino de Deus que eles fazem parte desse Reino e inclusive na administração dele. Depois lemos que “tal proposta agradou a todos” Olha o Corpo motivado!

3. Através da Observação (v. 5 e 6)

  1. a. Os líderes precisam supervisionar a obra. Os pastores precisam se despreocupar de tarefas que toda a igreja pode fazer. Mas também não é somente delegando, mas de vez em quando passando o olho pra ver como é que está, e por fim fechando todo aquele ciclo que é consagrar ao Senhor esses serviços e tarefas. Isso é supervisionar. Não é só delegar e deixar de lado. É claro que tem uma hora que não vai dar, tem que deixar as coisas desenrolarem. Todos fomos chamados para o sacerdócio mas é visível que cada um desempenha uma função na obra. Pelo contrário, isso pode gerar desorganização às coisas de Deus. Deus é dono de tudo e os seus delegados obedecem.
  2. b. Os líderes precisam ver a Igreja como um todo: tafefas pequenas existem mas as grandes também. Ou quem vai cuidar da tesouraria da igreja, dos jovens, do boletim, das mulheres, da oração, do louvor? Você pode ir identificando, peça a Deus que ele te mostra os alvos já alcançados por Ele, inclusive os que ainda não são salvos e estão misturados ali. Se formos observar em Ex. 31 encontramos Bezalel e Aoliabe sendo designados para a edificação do Tabernáculo e da Arca. O Senhor sabe onde estão os dons e o que a sua obra necessita.

Desafio

Você pode fazer mais pelo serviço de sua igreja. Os dons da sua igreja precisam aparecer. Trabalhar para Deus é privilégio para poucos e garantia do crescimento pessoal e da igreja. Como vemos no versículo 7:

“Assim, a palavra de Deus se espalhava. Crescia rapidamente o número de discípulos em Jerusalém; também um grande número de sacerdotes obedecia à fé.”

CADA UM COM SUA FUNÇÃO E O CORPO FUNCIONA!