União Cristã Evangélica

de Militares e Servidores Civis

em Segurança Pública no Estado de Goiás

Adore!

Adore!

Odeio, desprezo as vossas festas, e as vossas assembléias solenes não me exalarão bom cheiro. E ainda que me ofereçais holocaustos, ofertas de alimentos, não me agradarei delas; nem atentarei para as ofertas pacíficas de vossos animais gordos. Afasta de mim o estrépito dos teus cânticos; porque não ouvirei as melodias das tuas violas. Corra, porém, o juízo como as águas, e a justiça como o ribeiro impetuoso. Oferecestes-me vós sacrifícios e oblações no deserto por quarenta anos, ó casa de Israel? Antes levastes a tenda de vosso Moloque, e a estátua das vossas imagens, a estrela do vosso deus, que fizestes para vós mesmos. Portanto vos levarei cativos, para além de Damasco, diz o SENHOR, cujo nome é o Deus dos Exércitos.

Amós 5.21-27

Desde pequeno fui criado em meio à música cristã – não apenas na igreja, mas também ouvindo minha mãe, que tinha uma linda voz, amava muito a Deus e vivia cantando. Com este estímulo, desde cedo me envolvi com música em minha comunidade cristã: cantava em corais, participava de um conjunto masculino e até achavam que tocava razoavelmente bem um instrumento.

Em certa ocasião, adolescente cheio de arrogância juvenil, voltei da igreja zombando de um irmão que (para minha prepotência) tocava muito mal. Recebi de minha mãe uma preciosa e inesquecível lição que foi mais ou menos assim: “Filho, vendo seu coração, provavelmente Deus se agradou bem mais da música dele do que da sua”. Foi uma “bofetada”! Depois disso, percebi a clara distinção entre música para Deus e adoração a Deus.

Apresentamos ao Senhor e aos homens números musicais e artísticos que se destinam a expressar amor e devoção, além de inspirara os ouvintes. A música é passível de avaliação técnica e estética. Sua qualidade depende de talento, treino e meios materiais. Já a adoração é um ato que começa na alma – um coração rendido ao Senhor que quer se expressar. Ela não depende da qualidade artística, de conhecimento e ensaios, mas da qualidade da vida do adorador.

Enquanto as expressões musicais podem ser avaliadas pelos homens, a adoração só pode ser avaliada pelo próprio Deus. Não estou defendendo que as músicas dedicadas a deus sejam executadas com negligência, descuido, de qualquer jeito. É altamente desejável que os envolvidos com música na igreja tenham capacitação e usem o melhor de seus esforços para fazê-lo bem. Porém, e absolutamente imprescindível que a vida de quem deseja adorar a Deus seja cheia de devoção e coerente com um coração disposto à obediência. Se não for assim, como no texto que lemos hoje, nossas músicas e nosso culto não agradarão ao Senhor. – MHJ

A arte ajuda a adoração, mas não pode substituí-la.

Fonte: pão diário 2010